Receita

Creme de Arroz, Maçã e Pecans – Desafio Receita Saudável

A Joana do blog [Limited Edition] lançou novamente o seu desafio receita saudável e convidou-nos a partilhar uma receita e um texto que reflectissem para nós o que é ser saudável. Eu já tinha participado da primeira vez e claro que tinha de o fazer novamente, não só porque adoro estes desafios entre blogs, onde há pura partilha, mas também porque o blog da Joana é um dos meus favoritos de sempre e eu não ia perder a oportunidade de estar lá! (e ainda porque ela “matava-me” se eu não participasse e como ela sabe onde moro e onde trabalho, mais vale não arriscar… :P)

Mas falar sobre “isto” de ser saudável não é fácil. Não me parece que haja uma fórmula secreta que, seguida à risca por todos, nos faça ser os organismos vivos mais saudáveis de sempre à face da terra. Somos todos tão diferentes que as formas que encontramos para nos sentirmos bem têm de ser também muito distintas umas das outras. O que a mim me faz sentir que estou num caminho saudável não há-de ser o mesmo para outra pessoa e vice-versa e por isso, nesta era alimentar actual em que somos bombardeados com informação por todos os lados, e aparecem dietas milagrosas e livros sobre as mesmas quase como se fossem cogumelos, temos de apurar o nosso sentido crítico e bom senso para perceber o que pode, ou não, funcionar connosco.

Posto isto não faz sentido, para mim, vir para aqui dizer-vos o que têm de fazer se querem ser mais saudáveis. O que vou partilhar convosco é aquilo que faço para me sentir saudável e a receita do meu pequeno-almoço favorito dos últimos tempos e esse sim, vou mesmo dizer, FAÇAM! É que é bom demais! 😊

Falando de um modo generalista, quando digo que sou vegetariana tenho duas grandes reacções por parte de pessoas que não lidam diariamente comigo: ou acham que sou anémica, sem forças, doente no geral, porque só como alface, ou acham que sou mega saudável e super magra… porque só como alface! Bom, ser vegetariano não significa comer só alface, não implica que se é doente ou mal nutrido mas também não é ligação directa a saúde. Dou muitas vezes este exemplo: se eu comer um pacote de batatas fritas todos os dias, se comer bolachas e bolos vegan, margarinas, hambúrgueres de soja e outras demais comidas vegetais processadas que por aí andam, sim, estou a ser vegetariana, mas nada saudável!

Quando me tornei vegetariana fi-lo por questões éticas, fi-lo porque não queria ter no meu prato algo que tivesse causado sofrimento animal para lá chegar. Esta sempre foi, e sempre será, a minha principal motivação, a questão da saúde era secundária para mim e foi algo em que só pensei mais tarde. Actualmente a parte ética já é algo tão natural na minha vida que nem penso nela, a minha preocupação é alimentar-me de forma a que possa dar ao meu organismo a capacidade de funcionar em pleno e de me fazer sentir bem todos os dias. A frase cliché “somo o que comemos” é mesmo verdade, tudo o que comemos vai, no fundo, fazer parte de cada célula do nosso corpo. E eu quero ser vitaminas, quero ser energia e vitalidade! Não quero ser corantes, adoçantes químicos nem gorduras manhosas. Quero ver no meu prato alimentos verdadeiros, alimentos que sei dizer exactamente o que são!

Por isso gosto de ter a minha despensa cheia de cereais integrais como o millet, o arroz integral, o trigo sarraceno, a cevada, e de leguminosas variadas, desde o feijão às lentilhas. Adoro ir ao mercado ao Sábado de manhã e vir carregada de legumes e frutas, preferencialmente da estação, que a natureza sabe bem o que nós precisamos! E se puder comprar biológicos e portugueses ou a pequenos produtores que não usam químicos ainda melhor, evito sempre que posso as quantidades industriais de pesticidas e de todas essas coisas horríveis que a agricultura intensiva adora pôr nos nossos alimentos!

Uma coisa que não gosto de fazer é contar nutrientes. Não fico preocupada se tenho a proteína completa no prato de almoço ou se estou a comer a dose diária recomendada de vitaminas. Tento comer o mais variado possível, sempre coisas diferentes ao longo do dia e tomo atenção ao meu corpo e à forma como ele reage, assim consigo adaptar a minha alimentação de acordo com a forma como me vou sentido. O nosso organismo é uma máquina fantástica e se lhe dermos variedade e bons nutrientes, ele vai buscar tudo o que precisa! E se achar que, num dia, estou a comer de forma mais descuidada, no dia seguinte tento voltar ao equilibrio. Tal como já disse antes, tudo é uma questão de bom senso e também de descontração. Posso estar a comer os melhores ingredientes e a nutrir-me da melhor maneira, mas ficar obcecada com isso não me parece muito saudável. Para mim comer tem de ser um acto natural e prazeroso e não sinónimo de preocupação ou um exercício matemático.

Comer deve ser algo que nos deixa felizes! E nos últimos tempos nada me deixa mais feliz do que estas papinhas de cereais ao pequeno-almoço, que é coisa que nunca me imaginei a fazer, porque sempre detestei papas quentes, mas que agora são o meu vício! São bem docinhas, como eu gosto, mas adoçadas apenas com a fruta e o sabor natural do arroz. São saciantes, energéticas, cheias de nutrientes e a minha maneira preferida de começar o dia, porque dão aquela sensação boa de comida de conforto deliciosa, que sabemos que é vida para o nosso organismo! ❤️

Mesmo assim ainda não estão convencidos? Não faz mal, eu como mais uma tigela por vocês! ;)

Ingredientes (para 1 dose)

  • 3/4 de chávena de arroz integral cozido*
  • 1/2 chávena de leite vegetal a gosto, sem açúcar (usei de aveia)
  • 1/2 maçã pequena, em cubos
  • 2 fatias finas de gengibre
  • 1 pedaço de pau de canela
  • 1 casquinha de limão
  • Toppings à escolha. Aqui usei: maçã, framboesas, canela em pó, nozes pecan tostadas**, passas e manteiga de amendoim

Como preparar

Numa panela pequenina ou num púcaro coloque o arroz, o leite vegetal, a maçã em cubos, o gengibre, o limão e o pau de canela.

Leve a lume baixo e deixe fervilhar uns 5 minutos, para o arroz e a maçã amolecerem e para apurar os sabores, mexendo de vez em quando para não deixar queimar.

Quando estiver pronto retire a casca de limão, o pau de canela e as fatias de gengibre, coloque numa tigela e sirva com os toppings desejados.

* Para cozer o arroz integral: 1 medida de arroz seco para 2,5 medidas de água. Deixar o arroz de molho em água abundante durante, pelo menos 8 horas, escorrer a água e colocar numa panela com a medida de água certa, juntamente com uma pitada de sal e, caso tenha, uma tira de alga kombu. Deixar cozer em lume baixo, com a tampa, até a água ser completamente absorvida. Pode congelar-se e conserva-se entre 4 a 5 dias no frigorifico.

** Para tostar as nozes: colocá-las numa frigideira sem gordura, em lume médio-baixo durante uns 5 minutos ou até ficarem douradinhas. Convém ir mexendo para não queimarem.

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7 Comments

  • Reply Limited Edition Abril 11, 2017 at 10:56 am

    ainda não tinha deixado aqui o meu agradecimento por teres participado no desafio com estas papas tão boas e completas do ponto de vista nutricional! são práticas, fáceis de fazer e uma excelente adição a este desafio que ainda não contava com um pequeno almoço de jeito! :p
    beijinho

    • NotGuiltyPleasure
      Reply NotGuiltyPleasure Julho 2, 2017 at 12:53 pm

      Eu amo pequenos almoços, tinha de participar com um :P
      Ainda bem que gostaste ❤️

      Muaaaaaah

  • Reply Carla Agosto 6, 2017 at 6:34 pm

    oh meu deus!! Parece-me super bem!!! super super bem!!
    Vens cá fazer ou vou aí?
    Kidding!!

    Beijinhos

  • Reply Carla Agosto 6, 2017 at 6:35 pm

    oh Meu Deus!!! Oh Meu Deus!!
    Parece-me super bem!!! Super super bem!
    Portanto… vens cá ou passou por aí??
    :P

    Beijinhos

    • NotGuiltyPleasure
      Reply NotGuiltyPleasure Agosto 9, 2017 at 6:58 am

      Ahah combinamos um fornecimento semanal :P beijooo

  • Reply Patricia Agosto 7, 2017 at 12:05 pm

    Isto tem um aspecto delicioso!!
    Vou ter que experimentar :D
    Beijinhos

    https://naturallyfreesoul.com/

    • NotGuiltyPleasure
      Reply NotGuiltyPleasure Agosto 9, 2017 at 6:59 am

      Obrigada Patrícia, espero que gostes! :)

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